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A cura psicanalítica não se reduz a uma técnica estandardizada de formas.

A cura psicanalítica não se reduz a uma
técnica estandardizada de formas.
A cura psicanalítica não se reduz a uma técnica estandardizada de formas, de meios, de recursos, de procedimentos etc. As situações apresentadas ao analista são diversificadas por vários fatores, seja pela forma como o distúrbio ou o conflito se apresenta, as diferenças das técnicas utilizadas, o preparo do analista, o estado do paciente, o “rapport” que se estabelece entre analista e paciente, as circunstâncias externas, bem como as vantagens e desvantagens da cura. É todo este conjunto que vai estabelecer a dinâmica do tratamento.
Há casos em que não há vantagem nenhuma em se produzir a cura.
Há neuroses que são verdadeiras muletas para o neurótico, melhor é, não curá-lo, porque se ele se curar, ele morre.
O paciente pode avançar para a saúde, para a harmonização do conflito só para agradar o analista, mas é quando o Eu chega onde prevalecia o Id que a cura passa a ser efetiva.

Que sinais vão aparecer quando começa  haver  transformação?

1. Libertação da angústia;
2. Desaparecimento de inibições desconfortáveis;
3. Ajuste com o contexto real;
4. Capacidade de conduzir a própria vida com independência;
5. Relações interpessoais saudáveis e harmoniosas;
6. Abandono de atitudes conformistas e destrutivas;
7. Despertamento da criatividade, da alegria, dos desejos para a retomada e o controle da própria vida.

 
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